Alvo recente de críticas e ironias do Movimento Brasil Livre,
parlamentares do PSDB decidiram minimizar a marcha pelo impeachment da
presidente Dilma Rousseff organizada pelo grupo que deve chegar nesta
quarta-feira (27/05) ao Congresso Nacional.
A ideia original dos líderes da oposição era inflar o movimento para
criar um fato político. Mas a tese do impeachment perdeu força
internamente no partido, que preferiu investir na tentativa de abrir,
antes, uma ação penal contra a presidente em razão das “pedaladas
fiscais” (o atraso nos repasses de valores do Tesouro a bancos públicos
para aumentar o superávit primário).
Inconformados com a mudança de estratégia do PSDB, os ativistas
passaram a chamar o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do
partido, de “traidor”, em vídeos e mensagens nas redes sociais.
A reação crítica dos “andarilhos” ao recuo pegou os parlamentares
tucanos de surpresa. Embora não tenham debatido oficialmente o assunto,
líderes e dirigentes tucanos temem ser hostilizados e reclamam da
“intolerância” do grupo.
Alvo dos ataques, Aécio optou por não polemizar com os líderes da
marcha, que no seu melhor momento reuniu cerca de 30 pessoas. Mas também
decidiu não se juntar ao grupo.
Anteontem, ele escreveu um tuíte prestando solidariedade aos
ativistas da marcha que foram vítimas de um acidente na noite de sábado.
Líder do MBL, Kim Kataguiri respondeu com ironia: “Aécio Neves,
obrigado. lhe aguardamos no dia 27 para marchar conosco. Espero que não
tenha nenhuma viagem marcada para NY”. Foi uma referência ao fato de
Aécio e outros tucanos estarem em Nova York semanas atrás no momento em
que Luiz Fachin, indicado de Dilma ao STF, era sabatinado no Senado. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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